Sistemas legados continuam fazendo parte da rotina de muitas instituições públicas, podendo ser responsáveis por processos importantes, como armazenamento de dados e serviços essenciais. O que, na maioria das vezes, causa uma série de problemas para o órgão em questão.
Nesse cenário, a modernização tecnológica se torna essencial. Saiba mais sobre o tema lendo o texto a seguir.
O que são sistemas legados?
Sistemas legados são aplicações, plataformas ou tecnologias antigas que continuam sendo utilizadas por uma organização, geralmente porque ainda desempenham funções importantes para suas operações.
Eles podem ter sido desenvolvidos com linguagens, bancos de dados, servidores ou arquiteturas que já não são tão comuns atualmente.
Isso não significa, entretanto, que todo sistema antigo seja necessariamente ruim. Uma aplicação, por exemplo, pode continuar cumprindo sua função mesmo depois de muitos anos.
Quais são os problemas que podem ser causados por sistemas legados?
Tecnologias antigas tendem a exigir mais esforço de manutenção, especialmente quando dependem de profissionais com conhecimentos específicos ou de componentes que já não são facilmente encontrados.
Além disso, problemas de desempenho e incompatibilidade podem tornar determinadas atividades mais lentas, afetando a produtividade das equipes e a qualidade dos serviços oferecidos.
Sistemas legados podem causar prejuízos?
Na maioria das vezes, sim. Para se ter uma ideia, segundo um levantamento de 2025 do Government Accountability Office (GAO), órgão de fiscalização do governo dos Estados Unidos, o governo americano gasta mais de US$ 100 bilhões por ano em tecnologia da informação, sendo aproximadamente 80% desse montante direcionado à operação e manutenção dos sistemas existentes.
Como fazer a modernização de sistemas legados?
E, afinal, como fazer a modernização de sistemas legados de forma eficiente? Por meio dos seguintes passos:
Faça um diagnóstico do ambiente atual
De início, é fundamental entender como o ambiente funciona. Portanto, faça um levantamento dos sistemas utilizados, servidores, bancos de dados, equipamentos de rede, integrações e demais componentes relacionados às aplicações legadas.
Identifique os sistemas mais críticos
Nem todas as aplicações precisam ser modernizadas ao mesmo tempo. Classifique os sistemas de acordo com sua importância para as operações, quantidade de usuários, volume de dados processados e impacto que uma eventual indisponibilidade poderia causar.
Defina uma estratégia de modernização
Depois de entender o ambiente, determine qual abordagem será utilizada para cada sistema. Afinal, algumas aplicações podem ser atualizadas gradualmente, enquanto outras podem exigir migração para uma nova plataforma ou até mesmo substituição completa.
Planeje a migração dos dados
Dados são um dos elementos mais sensíveis durante a modernização Portanto, antes de transferi-los para uma nova plataforma, identifique quais informações precisam ser mantidas, elimine duplicidades quando possível e estabeleça mecanismos de backup.
Faça testes antes da implementação
Não comece a usufruir do ambiente modernizado sem realizar testes de desempenho, compatibilidade e segurança. Especialmente porque os resultados desses testes permitem corrigir falhas e realizar ajustes antes da migração definitiva.
Monitore o ambiente após a modernização
O monitoramento ajuda a identificar novos gargalos e permite realizar ajustes conforme as necessidades da instituição mudam. Assim, a modernização tecnológica se torna um processo contínuo, e não apenas uma substituição pontual de equipamentos e sistemas.
A modernização pode envolver computação em nuvem?
Sim, a computação em nuvem pode fazer parte de uma estratégia de modernização, principalmente quando a organização busca maior flexibilidade para determinados sistemas.
Contudo, migrar uma aplicação legada diretamente para a nuvem não significa necessariamente modernizá-la. Se o sistema continuar utilizando a mesma arquitetura antiga, apenas hospedado em outro ambiente, muitas de suas limitações podem permanecer.
A LGPD pode influenciar no processo de modernização de sistemas legados?
Sim, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) deve ser considerada, e muito durante a modernização de sistemas legados, principalmente quando as aplicações armazenam ou processam dados pessoais.
No caso, é necessário avaliar como esses dados serão tratados e quais medidas devem ser aplicadas para reduzir riscos de acesso indevido, perda ou vazamento.
Quais possíveis adversidades podem haver na modernização de um sistema?
Problemas de compatibilidade entre tecnologias antigas e novas, dificuldades para migrar grandes volumes de informações e indisponibilidade durante determinadas etapas, como já foi citado ao longo do texto, são algumas das principais adversidades.
Outro ponto importante, porém, e que merece tanta atenção quanto, é a resistência dos funcionários às mudanças. Profissionais acostumados a determinadas ferramentas e processos podem ter dificuldade para se adaptar a uma nova plataforma, principalmente quando não recebem orientação adequada sobre seu funcionamento. Não à toa, treinamentos em equipe se tornam essenciais.
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