A transformação digital do setor público deixou de ser uma tendência distante e passou a fazer parte do planejamento de governos em diferentes níveis, um movimento está relacionado ao conceito de GovTech. Mas o que seria ele e qual a sua importância? Veja o texto a seguir para descobrir.
O que é GovTech?
GovTech está associado ao desenvolvimento e à adoção de tecnologias voltadas para melhorar a atuação do setor público.
Porém, a ideia não é simplesmente levar tecnologias utilizadas por empresas privadas para os órgãos governamentais. A proposta é utilizar inovação para resolver problemas específicos da administração, considerando aspectos como transparência, segurança, acessibilidade e eficiência.
Isso, aliás, é deixado claro na Estratégia Nacional de Governo Digital 2024-2027, que inclui, entre seus objetivos, o desenvolvimento de um ecossistema inovador.
Por que a inovação é importante para o governo?
A população está cada vez mais acostumada a realizar atividades digitalmente. Isso aumenta a expectativa sobre a experiência oferecida pelo setor público.
Especialmente porque processos excessivamente burocráticos, sistemas lentos ou a necessidade de deslocamento para realizar tarefas que poderiam ser digitais podem dificultar o acesso aos serviços.
Quais seriam as inovações tecnológicas no setor público?
E quais seriam as inovações tecnológicas no setor público para se atentar? Dentre as principais estão:
Inteligência artificial
A inteligência artificial tende a ocupar um espaço cada vez maior no setor público. Afinal, a tecnologia pode ser utilizada para diversas tarefas, como: analisar documentos, automatizar tarefas repetitivas, auxiliar servidores na busca por informações e apoiar a identificação de padrões em grandes conjuntos de dados.
Não à toa, atualmente, o próprio portal Governo Digital informa que existem 182 soluções de IA em operação, enquanto 144 órgãos planejam adotar assistentes de IA e 41 órgãos já possuem diretrizes de IA definidas
Entretanto, a adoção de IA exige cuidados específicos. É necessário estabelecer regras de governança e manter mecanismos de supervisão humana quando as decisões puderem gerar impactos relevantes.
Computação em nuvem
Outra tecnologia importante para a agenda GovTech 2026 é a computação em nuvem.
O modelo permite que órgãos utilizem recursos de processamento, armazenamento e aplicações de maneira mais flexível, sem depender exclusivamente de uma infraestrutura física própria.
Ressaltando, porém, que a adoção precisa considerar requisitos de segurança e privacidade dos sistemas utilizados de acordo com o estabelecido pela portaria SGD/MGI nº 5.950/2023.
Maior uso de dados
A administração pública produz enormes quantidades de informações e, quando elas estão organizadas e podem ser compartilhadas de maneira segura, tornam-se recursos importantes para melhorar a tomada de decisões.
Por isso, a inovação no governo também passa pela criação de estruturas capazes de coletar, armazenar, integrar e analisar essas informações.
Um exemplo concreto da que mostra esse cenário está no Conecta GOV.BR. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, a plataforma de integração de dados já gerou 2,55 bilhões de transações e causou uma redução de R$ 15 bilhões em gastos desde sua criação, em 2020.
Como preparar o órgão para as tecnologias de 2026?
E como fazer com que o órgão possa se adequar de maneira eficaz a essas tecnologias? Abaixo citamos algumas dicas:
Identifique quais tecnologias podem gerar resultados
Nem toda inovação tecnológica será adequada para todos os órgãos. Sendo assim, antes de adquirir uma nova solução, é necessário fazer um diagnóstico para identificar quais problemas precisam ser resolvidos e quais tecnologias podem contribuir para isso.
Um órgão que possui processos repetitivos, por exemplo, pode avaliar soluções de automação e inteligência artificial.
Capacite os funcionários
A adoção de uma nova tecnologia também modifica processos e rotinas de trabalho. Portanto, os funcionários precisam receber treinamento para compreender como utilizar as ferramentas e incorporá-las às suas atividades.
Além disso, vale ressaltar que a capacitação também ajuda a reduzir a resistência às mudanças e diminui a possibilidade de que recursos tecnológicos sejam subutilizados por falta de conhecimento.
Implemente as soluções de forma gradual
Sempre que possível, evite implementar uma nova tecnologia em todo o órgão de uma única vez. Projetos-piloto permitem testar a solução em uma escala menor, identificar problemas e realizar ajustes antes da expansão.
Monitore os resultados
Por fim, depois da implementação, acompanhe indicadores relacionados ao desempenho, disponibilidade, segurança, produtividade e utilização dos recursos. Esses dados ajudam a verificar se o investimento está produzindo os resultados esperados.
Conte com a CRP Computadores para preparar sua infraestrutura para o futuro
A adoção das tecnologias citadas acima exige uma infraestrutura de TI capaz de acompanhar novas demandas, e é justamente nesse ponto que a CRP Computadores pode ajudar.
Ela atua desde 2007 no fornecimento de tecnologia para empresas públicas e privadas, oferecendo equipamentos, softwares, infraestrutura e soluções de segurança da informação por meio de Atas de Registro de Preços (ARPs). Portanto, não perca tempo e entre em contato.
Fontes:
https://www.gov.br/governodigital/pt-br/infraestrutura-nacional-de-dados/inteligencia-artificial-1/inteligencia-artificial-1
https://www.gov.br/governodigital/pt-br/contratacoes-de-tic/legislacao/modelo-de-contratacao-de-software-e-servicos-em-nuvem/vigentes/modelo-de-contratacao-de-software-e-nuvem/portaria-sgd-mgi-no-5-950-de-26-de-outubro-de-2023?




