Com o avanço da digitalização, os órgãos públicos enfrentam o desafio de modernizar suas operações, mantendo a segurança da informação, a integridade dos dados e a conformidade com legislações específicas.
Dessa maneira, em 2026, passa a ser recomendável que essas instituições invistam em certas soluções tecnológicas. Quer saber quais são elas? Então leia o texto a seguir.
As principais tecnologias para órgãos públicos investirem
Dentre as tecnologias que mais merecem destaque em 2026, é possível destacar as seguintes
Servidores em nuvem e infraestrutura híbrida
Órgãos públicos lidam com grande volume de dados, desde registros de cidadãos a informações sensíveis de políticas públicas. Logo, servidores em nuvem permitem que essas informações sejam armazenadas de forma segura e acessível, com escalabilidade de recursos conforme a demanda.
Segundo dados da pesquisa NIC.br – O Brasil nas nuvens: o uso de serviços em nuvem nas organizações brasileiras, o serviço em nuvem mais utilizado pelo setor público brasileiro é o armazenamento de arquivos ou banco de dados em nuvem, presente em 64% dos órgãos públicos que possuem área de TI.
Sistemas de gestão integrados (ERP e CRM)
A integração de sistemas de gestão (ERP) e relacionamento com o cidadão (CRM) facilita a administração de recursos, o acompanhamento de processos e o atendimento público.
Afinal, com plataformas integradas, órgãos públicos podem gerar relatórios em tempo real, monitorar indicadores de desempenho e identificar gargalos operacionais.
Não à toa, de acordo com o relatório conjunto 2023 OECD/IDB Digital Government Index of Latin America and the Caribbean, muitos órgãos públicos na América Latina estão avançando na adoção de sistemas assim.
Inteligência artificial e automação de processos
A inteligência artificial (IA) vem sendo aplicada para automatizar tarefas repetitivas, como triagem de documentos, análise de dados e atendimento a solicitações simples de cidadãos. Chatbots e assistentes virtuais, por exemplo, permitem que usuários obtenham respostas rápidas sem a necessidade de interação humana imediata, liberando servidores para atividades mais estratégicas.
Estudos do World Economic Forum indicam que a automação pode reduzir até 30% do tempo gasto em tarefas administrativas rotineiras, otimizando a gestão pública.
Cibersegurança e proteção de dados
O aumento da digitalização exige políticas rigorosas de segurança da informação. Especialmente porque ataques cibernéticos podem comprometer dados sigilosos e prejudicar a confiança da população nos serviços públicos.
Inclusive, segundo dados do Centro de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos do Governo (CTIR Gov), entre janeiro e agosto de 2024 foram registrados 4.588 incidentes de cibersegurança envolvendo órgãos públicos brasileiros, um aumento de mais de 1.300% em relação a 2020.
Portais e aplicativos de atendimento digital
A presença digital do governo deve ir além dos sistemas internos, ou seja, portais e aplicativos precisam oferecer acesso a serviços como emissão de documentos, consulta de processos e pagamentos online.
Dessa forma, com a digitalização, segundo o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), o tempo médio de atendimento pode ser reduzido em até 40%, beneficiando tanto o cidadão quanto o órgão público.
Desafios da implementação de novas tecnologias
Por mais que essas tecnologias sejam benéficas, existem vários desafios que cercam sua implementação, como:
Capacitação e adaptação dos servidores públicos
A introdução de novas tecnologias exige que os servidores públicos desenvolvam competências digitais e se adaptem a novos fluxos de trabalho.
Isso porque, sem programas contínuos de capacitação, há risco de subutilização das soluções implementadas, o que compromete os ganhos de eficiência esperados com a transformação digital.
Integração com sistemas legados
Muitos órgãos públicos ainda operam com sistemas antigos, desenvolvidos em arquiteturas que não foram pensadas para integração com plataformas modernas.
Esse cenário pode gerar dificuldades de interoperabilidade, exigindo planejamento técnico detalhado, além de investimentos adicionais para garantir a continuidade dos serviços.
Gestão de contratos e conformidade regulatória
Soluções tecnológicas envolvem contratos complexos, que abrangem fornecimento, suporte, atualizações e níveis de serviço.
Para os órgãos públicos, o desafio está em assegurar que esses contratos estejam em conformidade com a legislação vigente, com critérios claros de desempenho e mecanismos eficazes de fiscalização.
Planejamento orçamentário e sustentabilidade dos investimentos
A adoção de novas tecnologias demanda investimentos que precisam ser cuidadosamente planejados ao longo do tempo.
Além da aquisição inicial, é necessário considerar custos de manutenção, atualização e expansão das soluções, garantindo que os projetos de transformação digital sejam sustentáveis e entreguem valor contínuo à administração pública.
CRP Computadores: parceria estratégica para a transformação digital no setor público
Para que os órgãos públicos avancem com segurança e eficiência na implementação de tecnologias essenciais, contar com parceiros especializados em soluções desse tipo é fundamental.
E é nesse cenário que entra a CRP Computadores, oferecendo serviços completos em infraestrutura de TI. Fundada em 2007 como parte do Grupo CRP Tech, a empresa atua de forma estratégica no atendimento às demandas do setor público, apoiando organizações na modernização de seus ambientes.
Somando a isso, ela também disponibiliza Atas de Registro de Preços (ARP), que permitem aos órgãos realizar contratações de soluções de tecnologia da informação de forma mais ágil, padronizada e transparente.




